Cobre Antimicrobiano

foto cobre

Um pulo enfrente precisa de um olhar para tras

Em uma entrevista para a NPR (National Public Radio), em janeiro de 2009, o Dr. Michael Schmidt (médico e professor da Medical University of South Carolina), relata apaixonadamente as propriedades antimicrobianas do cobre – talvez mais apreciadas pelos nossos antepassados, em quanto à cura de feridas de guerra ou seu uso na água potável, do que por nós mesmos. O Dr. Schmidt, expressa a urgência de explorar outros usos para o cobre e suas ligas, mais do que simplesmente as suas já conhecidas propriedades de alta condutividade elétrica e térmica. O médico, além disso, revela a grave realidade atual respeito às doenças intra-hospitalares: nos Estados Unidos, um paciente, ao ser admitido no hospital, tem uma probabilidade de 1 a 20 de ser contagiado com uma infecção, e de 1 a 20 de fatalidade se contrair esta infecção; além disso, em um nível global, a fatalidade é maior por contrair uma doença intra-hospitalar do que por AIDS e Câncer de Mama combinados.

Em uma entrevista com Lilian Duery A., o Dr. Schmidt diz: “As infecções intra-hospitalares dos Estados Unidos são equivalentes à queda diária de um jet com 237 passageiros e sua tripulação”.

Logo de uma extensa pesquisa, involucrando equipes internacionais e apoio, é urgente que o cobre e suas ligas sejam considerados para aliviar as fatalidades extensivas mundialmente. Este elemento, conhecido pela sua estética atraente e por ser altamente reciclável, é de fato um nutriente essencial para a vida.  No caso humano, a penetração do metal pela membrana dupla da epiderme (a camada mais externa da pele), composta na maioria de pele morta, não chega a mais do que 0,03%.

No caso das bactérias unicelulares, o cobre tem um efeito antimicrobiano pela sua habilidade para aceitar ou doar elétrons facilmente. Assim, com as bactérias, vírus e fungos, o excesso de íons de cobre une-se às proteínas intercelulares, inibindo a sua função ou causando a desagregação da proteína.

Outros metais, como a prata, têm sido utilizados pelas suas propriedades antimicrobianas, porém, o cobre destaca-se adiante da prata em quanto a sua eficiência sob condições variadas, pois a prata precisa de uma temperatura elevada de 35 °C  e uma humidade superior a 90% para ter efeito antimicrobiano.

Até hoje em dia, o cobre antimicrobiano é o único metal sólido registrado pela EPA (Environmental Protection Agency) no ano 2008 devido a sua capacidade para eliminar os organismos que provocam doenças.  De acordo com o relatório criado pela CDA (Copper Development Association), cujas provas foram apoiadas economicamente pelo Ministério de Defesa dos EE.UU., involucrando vários hospitais nos Estados Unidos com diferentes populações (pacientes com câncer, UPC em geral e veteranos do serviço militar) demonstram que a implementação de cobre antimicrobiano nas salas de UTI elimina o risco de infecção em mais de um 40% e nas superfícies de contato dos quartos em mais de 97% (resultados apresentados pelo Dr. Schmidt no ICPIC em Genebra – Suíça, Julho 2011).

Em Calama – Chile, os estudos realizados no Hospital del Cobre Dr. Salvador Allende Gossens, iniciados em 2008 e finalizados em 2010, com três salas UTI e três salas de controle, revelam a eficácia de mais de 80% na eliminação de bactérias.

A análise do mercado, incluindo quatorze países e cinco continentes, exemplifica a eficácia do cobre antimicrobiano em relação ao transporte público, salas de espera, banheiros públicos, estabelecimentos educacionais, ginásios, entre outros.

Ao reconsiderar, elaborar e forjar novos espaços para o cobre antimicrobiano, retornamos aos usos antigos para eliminar os riscos atuais e devastadores da saúde aos que somos enfrentados diariamente.  O cobre antimicrobiano apresenta um apoio concreto, aprovado e consciente, desde o ponto de vista ecológico, em relação às lutas concretas pela valorizada vida humana, mais preciosa do que qualquer metal.
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